quinta-feira, 20 de maio de 2010

Relatório do Avançando na Prática / TP6 págs. 178 e 179

Relatório do Avançando na Prática / TP6 págs. 178 e 179

Eu , particularmente , achei muito bom trabalhar esse Avançando na Prática da Seção intitulada Adolescentes, leitura e professores, porque além de ser uma oficina do GESTAR , vai de encontro ao nosso projeto Leitores em ação.

Selecionei exemplares de livros, literatura mesmo, romances, novelas, enfim prosa, para que meus alunos pudessem levar para casa e ler. Os livros não foram os citados no Avançando na Prática, porém foram outros também riquíssimos que pertencem ao acervo da biblioteca da Escola Ana Faustina.

A primeira impressão deles foi de surpresa, pois , segundo eles , nunca tinham lido livros daquela natureza e nem eu já cheguei impondo assim uma leitura do nada. Nós, eu e a turma , já havíamos a algumas semanas adotado um esquema de leitura: toda semana, eu os levava à biblioteca e eles escolhiam livros paradidáticos para levá-los para casa afim de ler os mesmos. Foi um jeito de introduzir a leitura no dia-a-dia deles e funcionou, pois eles mesmos viviam me cobrando:”Vamos professora, pegar livro na biblioteca.” E em um dado momento, eu mesma escolhi os livros e entreguei a cada um deles:os alunos estavam diante de um novo tipo de leitura da qual estavam acostumados. Quem gostava das Aventuras do Menino Maluquinho, se viu diante de O Guarani . Importante? Sim, tão quanto. Então, foram livros como: Robinson Cruzoé de Daniel Defoe, Dom Quixote de Miguel de Cervantes, Romeu e Julieta de Willian Shakespeare , grandes nomes da literatura estrangeira, bem como O Alienista de Machado de Assis, Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto, A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães entre outros, variando de Monteiro Lobato em Caçadas de Pedrinho a Rachel de Queiroz et all em

A casa da madrinha, entre outros exemplares maravilhosos.

Os alunos, num primeiro momento , folhearam seus livros e nesta primeira aula pedi que eles fizessem o resumo da história, rascunhassem, iniciassem que a medida que eles fossem lendo o livro em casa , eles anotariam o que achasse importante, alguma cena enfim, e que anotassem no caderno de Português aquele resumo, que fossem me mostrando e também o nome do livro e do autor(a). Essa aula foi no dia 26/04.

Passaram-se algumas semanas e num dia marcado 11/05 fizemos uma rodada de leitura dos livros. A sala organizada em um grande círculo onde cada um vinha para a frente e lia o seu resumo, ou o seu comentário, ou ler uma cena que mais gostou e a medida que cada um ia lendo, eu perguntava: Quem vai querer levar esse livro para casa? Parecia que eu estava vendendo meu peixe,às vezes, pois em determinados livros eu já antecipava:”Esse todo mundo vai querer”. No caso de Robinson Crusoé, Ah! Esse os meninos vão querer, no caso de Garibaldi e Manoela, “AH! Esse as meninas vão gostar.” Romeu e Julieta foi uma disputa. Foi ótimo, muito interessante. E ao final da rodada de leitura , todos tinham trocado os livros. Eles

Levaram os novos livros para casa, pedi que lessem e que novamente fizessem os comentários, os resumos, deixassem no caderno e vou marcar uma nova rodada de leitura. E dessa forma, eles vão tendo novos contatos com a literatura.

Relatório do Avançando na Prática – TP2 pág.30

Relatório do Avançando na Prática – TP2 pág.30

A segunda atividade do TP2 que eu escolhi Foi a da seção 3 “ A gramática normativa e o ensino prescritivo”. Todos

Receberam uma xérox do texto de Ivan Ângelo “ Minha primeira história” do livro “Meu professor inesquecível”. Pedi que eles lessem silenciosamente o texto, depois li com eles, em seguida pedi que eles respondessem a questão 2 onde se perguntava pela construção do texto e pelo título do depoimento, qual seria o professor inesquecível do autor. A grande maioria respondeu que era o de Educação Física por questões de constrangimento.

“ O de Educação Física, porque o professor ficava envergonhando ele na frente dos garotos.”

Adjaneide

Em seguida ,mostrei para eles que o texto não tinha um final ainda, pois o autor não havia falado ainda do problema dele com a professora de Português. Falaram sobre “o verbo que ninguém consegue entender.”

“ ...a professora enchendo o saco com verbos, regras, tirando ponto de quem conversasse ou ficasse em pé.”

Que ela “mandava ler muito texto”.

“ Português é muito puxado”.

Que a professora chega na sala e já manda os alunos ficarem calados. Detalhe: sem eles fazerem nada.Que a professora era muito exigente, exigia muito visto, tarefas ou ditados, provas com todas as questões resolvidas.Outro diz: “A professora só faz ler.”

Duas no mínimo intrigantes: que a professora perguntava e não dava respostas. ( Será que isso se referia a atividade? ) , outra:”A professora já tinha tudo decorado.” ( Não será que é por que ela aprendeu ?)

Mas, espirituoso mesmo foram esses finais:

“Quando a Ferraz fazia a chamada ela gritava, mas quando chegava na minha vez, ela falava bem baixinho quase que não dava pra escutar e ainda colocava falta em mim”.

José Lielson

“A professora era muito ruim, porque ele não podia chegar dentro da sala de aula com um cadarço do seu sapato de uma cor e outro de outra cor, porque ela botava logo para fora, não podia esquecer a sua borracha que ela já chamava os pais.” Janielson

Essa Ferraz, heim!!

Faltou em algumas falas o uso da 1ª pessoa, mas a criatividade... Eu achei muito engraçado.

E ainda tiveram aqueles que de jeito nenhum, não falou mal não, heim!

“A professora é boazinha, ensina bem, explica, ela é a melhorzinha professora, porque não grita muito ,é uma pessoa calma , tem paciência...” Ainda disse que era a melhor professora da escola.” UAU!!

Evander

“A professora de Português , ela é muito legal, não dá carão nas pessoas, eu gosto dela e ela sabe disso.

Edilma

Essa turma é D+!!

Profª Ana Cláudia Ramalho de Lucena

Escola Ana Faustina