quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Relatório

Avançando na Prática – TP6 págs . 91 e 92

Produção textual : Planejamento e escrita

Iniciei a aula com uma explanação sobre o que seria o planejamento e escrita de uma produção textual – o processo de criação e o trabalho com eles em sala de aula, as estratégias para planejamento e atividades de produção. Falei sobre os elementos de escrita que eles precisariam compreender para que pudessem construir um texto significativo. Explique-lhes a diferença entre uma redação e uma produção textual, o que eles não sabiam. Fiz um cartaz que continha as quatro etapas principais do processo da produção textual e expliquei: planejamento, escrita, revisão e edição. Expliquei-lhes que ao escrever um texto, eles estavam revisando o planejamento que fizeram, transformando o texto à medida que eles o lessem ou relessem.Então, fomos à prática.

O Avançando na Prática pedia que fosse desenvolvida uma atividade de escrita antecedida por uma atividade de planejamento e que eles, os alunos, elaborassem um texto sobre uma experiência inesquecível na vida deles, pedi que eles lembrassem esse momento tão importante para eles; em um outro cartaz , eu havia feito um exemplo meu, de minha vida, “O dia em que passei no vestibular” seguido das etapas de planejamento, listei as ideias principais, adicionei outras ideias e conclui por narrar aquele texto. Então, pedi que eles fizessem o seu próprio texto lembrando esse acontecimento na vida deles. Vou citar alguns dos momentos, a partir dos quais eles narraram seu texto:” A Primeira vez que fui à escola”, “Primeira vez que eu joguei Labirinto “( jogo de internet),”A primeira vez que fui à praia”, “Quando fui para Cachoeira do Urubu”,outro para Cabo e teve um que escreveu “O meu primeiro beijo”, entre outros títulos.

Eles listaram suas ideias e tentaram produzir o seu texto. É quando surge as dificuldades: há quem não use ou não saiba usar parágrafos, há quem faça de um único parágrafo um texto ou parágrafos curtos demais; daí vem também a questão da correção ortográfica, as marcas da oralidade, eles escrevem como falam; enfim, demonstrando que não estão prontos ainda. No entanto, todos os textos, sem nenhuma exceção, eram coerentes e nenhum fugiu ao assunto. São alunos de uma 6ª série e o conhecimento eles vão construindo , ampliando ao longo de sua vida escolar e como se trata de produção textual e não de redação, eu corrigi os textos , fiz a devolução dos mesmos observando os pontos acima citados e pedi que fizessem a reescrita dos mesmos, observando a correção ortográfica e os demais pontos a serem também observados por eles.De um dos alunos, por exemplo, já observei, toda produção que faz , ele usa quatro parágrafos, nem mais , nem menos, o que lembra a estrutura do texto dissertativo que eu já repassei para eles em aula, um parágrafo para introdução, dois para desenvolvimento e um quarto parágrafo para conclusão. Pedi-lhe que fizesse a devolutiva do texto dele como exemplo; e de um outro, porque achei um texto mais completo onde ele explicitou melhor suas ideias – o texto já foi corrigido e eu o esperava após uma devolutiva. Pretendia abordar em um ,o uso dos parágrafos feito pelo próprio aluno e no outro o desenrolar das ações , o texto que achei mais completo por sua argumentação. Veja que lindo, como ele usou a ordem indireta dos nomes no período...” estava a cama cheia de brinquedos novos...”Observe como ele usou os tempos verbais : ( detalhe:tudo isto no texto original )”...mas não sabia a hora que ele chegaria”(...)”ele pensou, pensa até hoje que chegou em segredo,mas nós já sabíamos”...e a colocação pronominal,observe:...”porque a professora e a diretora ia nos levar ao parque”, a linguagem típica de um menino que ainda sonha, tão inocente ainda. Porém, não foram feitas a devolução dos textos. Cobrei, pedi que fizessem algumas correções: do primeiro, que retirasse algumas rasuras; mas os meus queridos meninos, não me devolveram mais os seus textos. Faz parte, não é mesmo! E tendo feito todas as atividades dos TPs, continuo trabalhando sempre a leitura e a produção de textos, sempre... Pois acho fundamental ... E agora, pretendo continuar , claro , com as atividades dos AAAs.

Ana Cláudia Ramalho de Lucena

Escola Ana Faustina

domingo, 25 de julho de 2010

Variantes linguísticas: desfazendo equívocos

Relatório do Avançando na Prática TP1. Pág 65.

Variantes linguísticas: desfazendo equívocos

O Avançando na Prática em estudo propõe o trabalho de dois textos, um ligado a realidade,que expõe idéias, de linguagem formal; outro que conta uma história (literário),de ficção, que apresenta uma linguagem mais informal, ambos tem como tema a questão do divórcio. A minha ideia a princípio era trabalhar com a turma a norma culta, o primeiro texto serviria de exemplo para o uso da norma culta e o outro serviria para mostrar em contrapartida a distinção entre linguagem formal e informal. No entanto, achei que antes de trabalhar a norma culta seria imprescindível trabalhar o conteúdo do TP1 desde as variantes linguísticas: dialetos e registros. Então fiz um cartaz mostrando os dialetos do português e expliquei o conteúdo ali abordado, dando aos alunos também uma noção do que é registro, sempre procurando contextualizar as exemplificações e um outro cartaz em que pudemos ler e comentar a importância de se utilizar a norma culta, inclusive ressaltando que aprender a norma culta é ter mais uma opção de uso da língua em determinados ambientes e momentos. Eu havia antes xerocado para a turma um dos textos que ganhei em uma das oficinas do GESTAR II, mostrando alguns dialetos regionais ,tratava -se de mostrar as falas de um assaltante nordestino,outro mineiro,o gaúcho,o carioca, o baiano e o paulista. Lemos juntos. A turma gostou muito desse texto, colaram-no caderno de português, junto a uma outra xerox que preparei, que montei; em uma folha os dois textos: Por que seus pais estão se divorciando (formal) outro apresentando traços de informalidade de Ziraldo, O Menino Maluquinho (literário).

Lemos os dois textos confrontando esses dois aspectos: o da linguagem formal e informal. Os alunos gostaram do tema. Em seguida eu havia xerocado a atividade 4 da pág. 63 e 64 (montei-as em uma única folha) e entreguei-a para a turma. A turma em geral não teve maiores dificuldades, no entanto, alguns alunos talvez por acomodação ou por não compreender o enunciado, queriam que eu interpretasse as questões para eles,foi quando aproveitei e falei sobre a importância deles procurarem já a interpretar os enunciados o que é fundamental na vida escolar deles, para a vida, enfim. Não tiveram maiores dificuldades em identificar a ideia central contida nos cinco parágrafos do texto e as demais questões quando sentiam dúvidas, eles me perguntavam e eu os explicava . Sobre o texto houveram opiniões distintas como:

“ Os pais devem conversar e tentar resgatar o casamento.Todos têm uma chance.”

Deyse

“ Sim, porque todos têm o direito de ser feliz.”

Thiago

Quando lhe foi perguntado sobre o divórcio.

Nossa aula foi bem produtiva!

Ana Cláudia Ramalho de Lucena

Escola Ana Faustina

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Por que trabalhar com textos

Relatório do Avançando na Prática TP1 pág.112

Por que trabalhar com textos

Para trabalhar este Avançando na Prática optei inicialmente por levar meus alunos para a sala de vídeo para assistirmos um DVD da TV Escola intitulado Letra Viva – parte II, neste se tratava a relação da criança com a leitura . Tinha como tópicos abordados: *Leitura Também é Coisa de Criança; *Para Ser cidadão da Cultura Letrada; *Escrita Também é Coisa de Criança; *Para Aprender a Escrever; *Crianças:Protagonistas da Produção Cultural. Seria uma maneira de introduzir as atividades que viriam posteriormente. Eles assistiram. Gostaram das imagens das crianças na sala de aula quando liam cartas ou outros textos, das imagens em si; porém das partes das entrevistas, alunos de 6ª série, mesmo falando em receitas, convites, notícias, avisos do jornal mural da escola , eles não curtiram tanto ,mas assistimos, foi uma aula diferente. Na sala de aula, em um outro dia, levei xerocado o texto e o Estudo do Texto “ Porã “, a Escola providenciou uma cópia para cada aluno. Neste texto, o narrador – personagem, um menino índio , conta as dificuldades que encontrou na tentativa de conviver com as crianças não índias e sua professora, em sua sala de aula.

Procurei seguir as etapas do Avançando na Prática. Separei a turma em grupos de 3, lemos o texto, comentei-o, depois pedi que eles fizessem o Estudo do Texto, discutindo as questões entre si e ao entrarem num consenso, respondessem-nas. Surgiram dúvidas, eles me perguntaram e eu lhes dei as devidas explicações.Eles tiveram maiores dificuldades para responderem mais as questões de elementos estruturais, acerca do foco narrativo e da presença do discurso direto, que quando eu lhes expliquei , eles acabaram por relembrar que nós já estudamos os elementos estruturais do texto narrativo em sala de aula, no começo do ano e as questões sobre as características das sociedades indígenas, as tradições, a questão do preconceito e do racismo, eles responderam sem maiores dificuldades. Em seguida,quando todos terminaram, formamos um grande círculo, onde os relatores de cada grupo iam apresentando suas respostas. Quanto ao item 6 do Avançando na Prática, não foi possível desenvolver um projeto com foco nos indígenas,mas pedi que cada um dos grupos buscassem fontes de pesquisa como livros, internet para pesquisarem sobre os tópicos abaixo: *A cultura indígena, Lendas indígenas, Os atuais redutos indígenas no Brasil, O vocabulário indígena no léxico português, A visão que o brasileiro tem de seu irmão índio. ( Ao final deste relatório serão apresentados fragmentos das pesquisas feitas por alguns grupos ). Ainda no item 6, o Avançando na Prática pede que além dos livros, internet, os alunos tenham acesso a fotos, reportagens; essas partes eu não os fiz procurar, eu trouxe para eles um vídeo/DVD da TV Escola que se intitulava Índios no Brasil ( Pluralidade Cultural ) numa tentativa dos alunos terem uma aula sobre os índios, uma vez que não houve o envolvimento de outros professores, pois não houve uma prévia organização e elaboração de um projeto sobre os indígenas. Recorrer ao recurso audiovisual foi maravilhoso e o vídeo em si foi interessantíssimo, os alunos gostaram mesmo. Fizemos fotos da sala, que serão postadas posteriormente, da sala de vídeo onde todos estávamos, inclusive fotos das imagens do vídeo, fotos belíssimas de índios em sua comunidade, ao fazerem comentários, do local onde vivem. Esse Avançando na Prática é riquíssimo,porém é necessário tempo por ser tão trabalhoso . Não foi feita uma exposição conforme item 8, mas conforme você mesma viu Zui, na 6ª feira ( 04/06 ) aquele momento que tivemos, maravilhoso, com a Exposição Artistas da Cidade de Apolinário Lucena, artista plástico, meu pai , enfim, quando voltamos para o Ana Faustina, levei de volta para lá os meus alunos da 6ª série “D”, que apesar da exposição ter um tema afro, mas também popular , lá eles puderam ver “ O caboclinho “, até uma mulata sambista com um cocá , enfim elementos, adereços que também tem raízes indígenas. Voltando um pouco ao vídeo , eu particularmente acho que alunos e professores devem tentar conhecê-los , é um material que vem para as Escolas,nele mostra claramente a questão do preconceito, do racismo ,que pessoas descendentes de índios têm vergonha de dizer que são índios, além do preconceito dos brancos ,como trata o texto de Antônio Hohlfeldt “Porã” e a beleza dos ritos e das aldeias. Neste vídeo , assistimos: *Índios no Brasil- Quem são eles?;*Nossas línguas; *Boa Viagem,Ibantu;*Quando Deus visita a aldeia;*Uma outra história;*Primeiros contatos;*Nossas terras;*Filhos da terra.Foi maravilhoso!

Ana Cláudia Ramalho de Lucena

Escola Ana Faustina.













quinta-feira, 20 de maio de 2010

Relatório do Avançando na Prática / TP6 págs. 178 e 179

Relatório do Avançando na Prática / TP6 págs. 178 e 179

Eu , particularmente , achei muito bom trabalhar esse Avançando na Prática da Seção intitulada Adolescentes, leitura e professores, porque além de ser uma oficina do GESTAR , vai de encontro ao nosso projeto Leitores em ação.

Selecionei exemplares de livros, literatura mesmo, romances, novelas, enfim prosa, para que meus alunos pudessem levar para casa e ler. Os livros não foram os citados no Avançando na Prática, porém foram outros também riquíssimos que pertencem ao acervo da biblioteca da Escola Ana Faustina.

A primeira impressão deles foi de surpresa, pois , segundo eles , nunca tinham lido livros daquela natureza e nem eu já cheguei impondo assim uma leitura do nada. Nós, eu e a turma , já havíamos a algumas semanas adotado um esquema de leitura: toda semana, eu os levava à biblioteca e eles escolhiam livros paradidáticos para levá-los para casa afim de ler os mesmos. Foi um jeito de introduzir a leitura no dia-a-dia deles e funcionou, pois eles mesmos viviam me cobrando:”Vamos professora, pegar livro na biblioteca.” E em um dado momento, eu mesma escolhi os livros e entreguei a cada um deles:os alunos estavam diante de um novo tipo de leitura da qual estavam acostumados. Quem gostava das Aventuras do Menino Maluquinho, se viu diante de O Guarani . Importante? Sim, tão quanto. Então, foram livros como: Robinson Cruzoé de Daniel Defoe, Dom Quixote de Miguel de Cervantes, Romeu e Julieta de Willian Shakespeare , grandes nomes da literatura estrangeira, bem como O Alienista de Machado de Assis, Triste fim de Policarpo Quaresma de Lima Barreto, A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães entre outros, variando de Monteiro Lobato em Caçadas de Pedrinho a Rachel de Queiroz et all em

A casa da madrinha, entre outros exemplares maravilhosos.

Os alunos, num primeiro momento , folhearam seus livros e nesta primeira aula pedi que eles fizessem o resumo da história, rascunhassem, iniciassem que a medida que eles fossem lendo o livro em casa , eles anotariam o que achasse importante, alguma cena enfim, e que anotassem no caderno de Português aquele resumo, que fossem me mostrando e também o nome do livro e do autor(a). Essa aula foi no dia 26/04.

Passaram-se algumas semanas e num dia marcado 11/05 fizemos uma rodada de leitura dos livros. A sala organizada em um grande círculo onde cada um vinha para a frente e lia o seu resumo, ou o seu comentário, ou ler uma cena que mais gostou e a medida que cada um ia lendo, eu perguntava: Quem vai querer levar esse livro para casa? Parecia que eu estava vendendo meu peixe,às vezes, pois em determinados livros eu já antecipava:”Esse todo mundo vai querer”. No caso de Robinson Crusoé, Ah! Esse os meninos vão querer, no caso de Garibaldi e Manoela, “AH! Esse as meninas vão gostar.” Romeu e Julieta foi uma disputa. Foi ótimo, muito interessante. E ao final da rodada de leitura , todos tinham trocado os livros. Eles

Levaram os novos livros para casa, pedi que lessem e que novamente fizessem os comentários, os resumos, deixassem no caderno e vou marcar uma nova rodada de leitura. E dessa forma, eles vão tendo novos contatos com a literatura.

Relatório do Avançando na Prática – TP2 pág.30

Relatório do Avançando na Prática – TP2 pág.30

A segunda atividade do TP2 que eu escolhi Foi a da seção 3 “ A gramática normativa e o ensino prescritivo”. Todos

Receberam uma xérox do texto de Ivan Ângelo “ Minha primeira história” do livro “Meu professor inesquecível”. Pedi que eles lessem silenciosamente o texto, depois li com eles, em seguida pedi que eles respondessem a questão 2 onde se perguntava pela construção do texto e pelo título do depoimento, qual seria o professor inesquecível do autor. A grande maioria respondeu que era o de Educação Física por questões de constrangimento.

“ O de Educação Física, porque o professor ficava envergonhando ele na frente dos garotos.”

Adjaneide

Em seguida ,mostrei para eles que o texto não tinha um final ainda, pois o autor não havia falado ainda do problema dele com a professora de Português. Falaram sobre “o verbo que ninguém consegue entender.”

“ ...a professora enchendo o saco com verbos, regras, tirando ponto de quem conversasse ou ficasse em pé.”

Que ela “mandava ler muito texto”.

“ Português é muito puxado”.

Que a professora chega na sala e já manda os alunos ficarem calados. Detalhe: sem eles fazerem nada.Que a professora era muito exigente, exigia muito visto, tarefas ou ditados, provas com todas as questões resolvidas.Outro diz: “A professora só faz ler.”

Duas no mínimo intrigantes: que a professora perguntava e não dava respostas. ( Será que isso se referia a atividade? ) , outra:”A professora já tinha tudo decorado.” ( Não será que é por que ela aprendeu ?)

Mas, espirituoso mesmo foram esses finais:

“Quando a Ferraz fazia a chamada ela gritava, mas quando chegava na minha vez, ela falava bem baixinho quase que não dava pra escutar e ainda colocava falta em mim”.

José Lielson

“A professora era muito ruim, porque ele não podia chegar dentro da sala de aula com um cadarço do seu sapato de uma cor e outro de outra cor, porque ela botava logo para fora, não podia esquecer a sua borracha que ela já chamava os pais.” Janielson

Essa Ferraz, heim!!

Faltou em algumas falas o uso da 1ª pessoa, mas a criatividade... Eu achei muito engraçado.

E ainda tiveram aqueles que de jeito nenhum, não falou mal não, heim!

“A professora é boazinha, ensina bem, explica, ela é a melhorzinha professora, porque não grita muito ,é uma pessoa calma , tem paciência...” Ainda disse que era a melhor professora da escola.” UAU!!

Evander

“A professora de Português , ela é muito legal, não dá carão nas pessoas, eu gosto dela e ela sabe disso.

Edilma

Essa turma é D+!!

Profª Ana Cláudia Ramalho de Lucena

Escola Ana Faustina

domingo, 28 de março de 2010

Escrita, Crenças e Teorias ( A prática da escrita )


Relatório

Avançando na Prática TP4 - págs. 172, 173


Escrita, Crenças e Teorias ( A prática da escrita )



A princípio, pedi aos alunos que se juntassem em grupos de 3. Munidos de seus cadernos para rascunho , pedi que eles pensassem em um tema para sua redação, o tema – uma ação corriqueira, algo que acontece no seu cotidiano.

Ao colocarem seus temas na folha do caderno, pedi que fossem ao quadro e em uma folha de papel madeira listassem seus temas. Dos temas listados – deixei que eles se expressassem – pedi que escolhessem um, que fosse comum a todos e escolheram o tema citado por um dos alunos, originalmente colocado assim: “ Hoje eu fiquei muito no PC”. PC é como eles chamam o seu computador pessoal , que em inglês escrevemos e lemos personal computer . Todos gostaram desse tema.A partir desse ponto, todos iniciaram uma produção individual. ( Ao final deste relatório segue a produção do aluno Thiago da 6ª “D”, onde ele adaptou o título:”Hoje, eu fiquei muito tempo no computador”. ) Esta 6ª “D” é a antiga 5ª “D” do ano passado. Pedi que ao escreverem seus textos, observassem o emprego da letra maiúscula no início de orações, inclusive a coerência e a coesão textual. E , eu já imaginava que eles iriam perguntar sobre o assunto, então para relembrar estes conceitos, eu havia confeccionado cartazes em folha de papel madeira e prossegui com a explanação dos mesmos.

Tiramos fotos de todos os momentos. Eles ainda tiveram dúvidas em relação à Coesão Textual, xeroquei e entreguei aos alunos duas versões do texto “A pesca “: o texto original de Affonso Romano de Sant’Anna e a versão feita pelo nosso grupo como uma das atividades do Gestar II com a nossa professora cursista, de onde eles puderam comparar os textos e observar os elementos coesivos utilizados. Pedi que eles pintassem na versão , os versos encontrados no original e nos que sobraram puderam observar o que foi mudado, acrescentado, os elos coesivos como: palavras que vinham antes ou depois, o emprego de conjunções, preposições , pronomes relativos, advérbios, entre outros. No entanto, eu comentei, porém eles ainda não detêm esse conhecimento amplo de todas essas classes gramaticais, uma vez que, como por exemplo , a conjunção é conteúdo para a 8ª série, eles ainda vão estudar advérbio; enfim, eu achei um pouco difícil trabalhar a Coesão Textual em suas particularidades , mas tentamos e foi muito bom.











sábado, 27 de fevereiro de 2010


Relatório – Avançando na Prática TP5 pág. 130



Para trabalhar a coesão textual, fiz uma explanação de que a coerência textual tinha relação direta com a harmonia do texto, o sentido, o significado e a coesão textual estava mais relacionado ao lingüístico, com a correção ortográfica. A coerência e a coesão fazem do texto, um texto bem formado com clareza de idéias.



A unidade 19 da pág.117 do TP5 trata da coesão e trabalha o conteúdo através do tema “meio ambiente”, então seguindo o Avançando na Prática da pág.130( TP5 ) em que se deveria tecer um texto usando elos de coesão através dos seguintes passos: 1º passo – Dar dois ou mais textos para leitura sobre um determinado aspecto do meio ambiente – eu tinha um material xerocado em casa, textos diversos – retirados da internet – com os seguintes títulos: Aquecimento global e Efeito Estufa; Desmatamento;Tsunamis ( Onda Gigante poderia destruir o litoral entre Flórida e Brasil,alertam cientistas ); Desmatamento e Extinção de espécies, Chuva Ácida, Poluição da Água e Poluição do Ar. Pedi que os alunos se juntassem em grupos, lessem os textos dados por equipe e sublinhassem o que acharam importante e ainda que fizessem um pequeno resumo do texto lido. Quando todos fizeram seus resumos, propus uma redação conjunta (2º passo) que foi feita no quadro branco mesmo, mas que eu pedi a uma aluna para transcrevê-lo em uma folha de caderno.



O texto conjunto teve uma dificuldade inicial, como começar o texto? Eu sugeri o título: “A natureza contra ataca “ e a introdução: “Muitos são os sinais do meio ambiente que parecem nos advertir como: ...”, daí os alunos, um de cada grupo, vieram ao quadro e começaram a citar os títulos dos textos: aquecimento global e efeito estufa, poluição da água ...; daí pedi que o que primeiro colocou aquecimento global copiasse algo a respeito do seu resumo.






E assim ele colocou: “ No aquecimento global o aumento da temperatura terrestre, não é só em uma zona é só em todo o planeta ...” ( Confira texto escaneado no final deste relatório ). E em seguida, outro aluno copiou a respeito da poluição da água:” Se não preservarmos a natureza e o nosso habitat natural, a natureza sofre, e nós vamos ficar na nossa rua , com o ( esgoto) a céu aberto...”


Quando todos terminaram de colocar seus pequenos textos ( resumos ), lemos o texto por completo,daí realizamos o processo da coesão, de observarmos repetições como...”não é só em uma zona é só em todo o planeta “... ; o início de frases com letra minúscula; erros ortográficos “ ... temos assistindo “... ; a ausência do acento gráfico...” leva a destruição...”; ou de pontuação”...Em relação aos tsunamis os especialistas...” faltou,nesse caso, o emprego da vírgula, enfim e fomos corrigindo o texto, deixando-o coeso , a discussão ( 3º passo ) foi acontecendo e procuramos cuidar para que os mecanismos de coesão fossem explorados;enquanto eu grifava no quadro, a aluna marcava,pintava com lápis de colorir ao transcrever o texto, e assim tecemos o texto em conjunto. Foi um trabalho muito proveitoso e criativo. Segue o texto transcrito pela aluna.


OBSERVAÇÃO: Como o texto foi transcrito, está também passível de erros, como ao citar os sinais como Aquecimento Global e Efeito Estufa,Poluição da água... tudo com letra maiúscula, no quadro estavam com letra minúscula; o uso de asteriscos, no quadro estavam parágrafos, entre uns pequenos erros ortográficos, lembra aquela questão que é um desafio: o quanto é difícil trabalhar a produção textual,pois corrigimos ,por exemplo, um erro e quando o aluno reescreve o texto, ele às vezes reescreve aquela palavra antes errada, corretamente e a que estava correta, erra ; porém com paciência chegamos lá, afinal errar é humano e o que vale nesta vida é a experiência. Curtam a produção conjunta!






domingo, 31 de janeiro de 2010

Resumo

A Literatura no ensino médio: Quais os desafios do professor?
Ivanda Martins , em seu artigo, faz vários questionamentos acerca do ensino da literatura no ensino médio,tais como o modo como se deve trabalhar a literatura em sala de aula, o modo como os conteúdos são abordados, a ausência de uma discussão metodológica e de subsídios que auxiliem a prática pedagógica. Focaliza dificuldades encontradas como o aparecimento das novas tecnologias, da internet, hoje um meio de comunicação atrativo para os alunos e o como fazê-los gostar de literatura, estando estes alunos já inseridos no mundo virtual, um mundo policrômico e multiforme,onde lhe são aguçados os sentidos: o áudio e principalmente o visual. Antes da internet, a possibilidade de ficcionalizar, de imaginar era uma função mais ativada pela literatura, no entanto, a autora afirma que as novas tecnologias vêm requerer uma postura diferente em face da literatura e que esta busca caminhos para se adaptar à era dos recursos eletrônicos eda hipermídia. Ressalta que aos textos impressos somam-se os textos eletrônicos e que o leitor precisa estar familiarizado com a articulação destas diferentes linguagens. Segundo Ivana Martins , a escola precisa desenvolver estratégias para que o leitor seja capaz de ultrapassar a superficialidade desse tipo de leitura, devido a rapidez no acesso às informações disponibilizadas pelos recursos da era digital, o que deve ser uma leitura das entrelinhas, uma leitura crítica para este leitor.
Outro ponto questionado é o de que a escola ainda cultiva uma visão tradicional da literatura e de que esta noção da literatura como “belas letras” promove uma elitização das obras literárias, supervalorizando o cânon literário,o que pode distanciar a literatura do aluno.Questiona ainda as lacunas que vem desde o ensino fundamental e a seleção inadequada de obras literárias que não levam em conta o conhecimento prévio do aluno. Uma outra crítica é de que o texto literário é objeto de análises superficiais na escola e de que é tratado de modo isolado.O aluno deve ter um repertório mais amplo de leituras e o conhecimento da organização estética da obra literária mais valorizada afim de desenvolver a criatividade e a imaginação na interação com textos, o que se dá ao se relacionar a leitura da literatura que é o prazer de ler o texto literário ao ensino da literatura , que é o reconhecimento destas singularidades no que se refere às estéticas da obra, desta se observa o saber lingüístico, o conhecimento , enfim, específico da teoria e crítica literárias. O educando deve reconhecer que o sentido não está no texto, mas é construído pelos leitores na interação com textos. O tewxto literário não deve ser tratado de modo isolado, pois depende da atualização do aluno-leitor.Como literatura não deve ser apenas admirado e que deve-se reavaliar a noção da literatura como expressão de “bela linguagem”, o que como fora observado ,distancia o texto do aluno. O aluno –leitor deve construir seu próprio cânon literário, valorizando seu repertório de leituras.
A literatura deve ainda ser relacionada a outras áreas de conhecimento, deve ser interdisciplinar e manter relações dialógicas convergindo para um mesmo ponto: o diálogo entre as diversas áreas do conhecimento, transdisciplinar.Deve-se ter em vista noções de intertextualidade, estabelecendo-se relações entre textos literários e não-literários ; transversalidade,dando ênfase aos temas transversais e intersemiose,o diálogo entre a literatura e outras artes. A partir destes enfoques uma outra crítica é feita: os conteúdos curriculares apresentados aos alunos são fragmentados e sem articulação com o social. Então, reflexões são propostas, como a escolarização adequada da leitura literária. A escola deve incentivar a leitura de obras clássicas, no entanto , produções contemporâneas também merecem ser lidas e estudadas pelos educandos por sua riqueza temática e estética. A literatura compreendida como produção artística e também influenciada pela ordem política, social, ideológica, histórica, enfim.Deve-se haver essa compreensão ampla da literatura; seu caráter atemporal, bem como a função simbólica e social da obra literária.O que é certamente um desafio no contexto escolar,uma vez que a realidade, é que há uma escolarização inadequada da literatura, aquela que privilegia a análise gramatical e em que se trabalha a literatura isolada de outras disciplinas. O artigo diz ainda que os problemas não estão nos conteúdos trabalhados em sala de aula, mas no modo como são abordados, a prática pedagógica pela ausência de discussões metodológicas como já fora observado.
A autora enfatiza que o aluno deve gostar de ler, ler por prazer, compreender o texto enquanto multiplicidade de significados dentro das esferas cultural, ideológica, social, histórica e política.E que para que isso ocorra ,deve haver algumas desmitificações como,por exemplo, a disseminação do mito de que a literatura é muito difícil. Ao incentivar a leitura de obras clássicas considerando apenas a linguagem num contexto espácio-temporal, a leitura passa a ser algo distante da realidade do aluno.A autora critica ainda as atividades com a literatura por meio de textos fragmentados, embora reconheça que nos livros didáticos há enfoques intertextuais , interdisciplinares e intersemióticos que enfatizam a diversidade de gêneros, porém o problema está em se supervalorizar a intenção do autor, quando o ideal seria levar o aluno a ler nas entrelinhas ou além delas, entender as relações intertextuais, fazer inferências, enfim, afinal o sentido do texto está no leitor e não no texto em si. Outro mito é de que é preciso ler obras literárias para escrever bem,onde a leitura de obras literárias resulta em uma produção de uma redação ou no preenchimento de fichas de leituras, exercícios que avaliam o domínio da norma gramatical, o registro escrito, quando deveria ser necessário diversificar as atividades voltadas à leitura literária,estando este livre na escolha de seus próprios textos. A linguagem marcada pela especificidade é um outro mito onde a escola parece contribuir pela formação de leitores acríticos ao desfrutar de grande poder de censura estética, discriminando o fazer artístico-literário.

É preciso que a escola vá mais além dessas concepções e perceba o quanto é urgente integrar a literatura num ambiente global, informacional, inserida nas práticas culturais e para isto a autora propõe sugestões,reflexões, uma contribuição para o trabalho de professores dispostos a refletir, analisar e reavaliar sua prática pedagógica, o que se faz necessário, afinal o ser humano é um ser inacabado e deve estar sempre predisposto a mudanças, a aceitar o novo e o diferente.
Ana Cláudia Ramalho de Lucena
29.01.2010
Resumo

TP6 pág.194 a 202 – Existem boas formas de explorar a literatura na escola?
Foi possível a partir deste capítulo sistematizar sugestões para uma boa aula,como:
*Apresentação de um livro:
- folhear o livro;
- ler o livro;
- ver as ilustrações;
- falar acerca do livro, das personagens;
- explorar a capa, o título;
- ler alguma cena.

*O processo da leitura:

- roda de leitura;
- grupos de discussão, debate;
- criação de um painel;
- experiências como:
#passar para história em quadrinhos;
#dramatização;
#pesquisa;
# entrevista;
#escrever ao autor;
#comparar com livros ou filmes;
#criar contos;
#narrar histórias através de outras personagens.

*Após uma leitura mais apurada:

-Interpretação de trechos de obras.

*Avaliação:
- pode ser somativa mas também formativa;
- objetivos atingidos;
- mais que atribuição de uma nota, uma análise das condições de aprendizagem do aluno;
- avaliação explicitada ao aluno;
- auto-avaliação do grupo; comentários também da turma e do próprio grupo.

Ana Cláudia Ramalho de Lucena
29.01.2010