quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Biografia da Aluna Maria Vanessa



Maria Vanessa da Silva Cipriano nasceu em Surubim em 1998.

Seus pais são Maria de Fátima e Valdemir.

Ela estudou nas séries primárias na Escola Ermelinda e agora estuda na Escola Ana Faustina.

Ama escrever poemas e nas horas de lazer gosta de ler livros, cantar, jogar vôlei.

Ela gosta muito de passear pela praça, principalmente para comprar revistas.

Vai estudar bem muito pra ser uma pessoa importante no futuro.



domingo, 29 de novembro de 2009

Relatório - Coerência Textual TP5

Relatório

Avançando na Prática – TP5

Pensei... como trabalhar a coerência textual com os meus alunos? Não bastava dizer que tinha haver com a continuidade de sentidos de um texto. Eu sempre acho que para uma 5ª série tem que ilustrar, não apenas ler, ouvir, eles têm que ver. Levei novamente as revistas para a sala, dividi a turma em equipes e pedi que eles fizessem uma montagem fotográfica de um corpo humano. Foi divertido paras eles, fizeram cada uma... Daí expliquei-lhes que assim como na montagem fotográfica não há uma harmonia entre as suas partes, assim é um texto verbal que não tem coerência. Lembrando que eles concordaram que a montagem é um texto não- verbal.

Em seguida, apliquei a atividade da pág.74 e 75 do TP5,onde havia um texto sem coerência, feita a análise daquele texto , veio o último quesito que sugeria uma proposta de produção onde o aluno deveria imaginar uma situação em que aquela conversa não fosse tão absurda. Observe o texto original:

Maurício – Que horas são?

Daniel – Calma! O ônibus ainda não passou.

Maurício – Mas o céu parece estrelado...

Daniel – É assim toda 6ª feira!

Veja como estas alunas refizeram este texto atribuindo-lhes um sentido.





E como o Avançando na Prática sugeria um jogo de quebra-cabeças como exercício de raciocínio para o desenvolvimento da habilidade de procurar pistas, levei para a sala um texto retirado do jornal Nossa Tribuna da Associação dos Funcionários da OAB/RJ sobre o homem e o mundo- este texto sem título ,eu o retirei de um livro didático, xeroquei e entreguei para eles,nele constava que a solução para os problemas da humanidade está no homem – a solução em consertar o mundo está num quebra-cabeças que ao virar os recortes de um mapa múndi, atrás estava um homem que a criança, por essa razão, soube consertar: ao virar a folha, descobriu que ao consertar o homem, havia consertado o mundo. E inventei um quebra-cabeças onde tentamos montá-lo, na frente um homem,atrás um mapa múndi. O texto e o quebra cabeças, seguem em anexo no pré-projeto.

Avançando na Prática – TP5 págs.71,74,75 e 82.

Relatório Biografia TP3



Relatório



Avançando na Prática – TP3 ( págs.15,16,17,18,19 e 25)



Nesta aula estudamos o conhecimento intuitivo de gêneros. Consistia em sabermos que o texto é toda e qualquer informação no contexto da interação e que este pode ser oral ou escrito, literário ou não, de qualquer extensão.


Eu pensei em xerocar as páginas 15, 16 , 17 e 18 do TP3 que tratava de captarmos momentos de pessoas em atividade com o objetivo de identificar como trabalho algumas daquelas atividades. Mas para uma 5ª série é mais atraente o “produzir”, então eu levei para a sala de aula algumas revistas , separei a turma em equipes e pedi que eles recortassem e colassem em uma folha 5 figuras onde houvesse um momento de pessoas em atividade, escolheram figuras como uma modelo posando para uma capa de revista, um padre celebrando uma missa , uma festa de aniversário de criança, uma jovem doando sangue etc. Foram diversas as situações e pedi que eles descrevessem o que aquelas pessoas estavam fazendo. Concluimos com algumas perguntas que fiz como: se eles estavam sendo leitores naquele momento em que escolhiam as imagens, responderam que sim e quais daquelas atividades poderíamos descrever como trabalho ou, por exemplo, como lazer e por fim concordaram que o que eles entendiam por trabalho seria aquilo que tivesse como retorno uma remuneração.


Assim como as idéias que temos sobre trabalho dependem de nossa vivência, de nossa história de vida, assim é o reconhecimento dos padrões de organização textual e tudo isso depende do que já foi assimilado como biografia ou outro gênero. Eles responderam o questionário da pág.18 onde se fala das atividades que eles consideram trabalho ou lazer e que tipos de trabalho são mais ou menos valorizados em sua comunidade. Quando citei como padrão de organização textual a biografia, foi pelo motivo de que resolvi trabalhar esse tipo de texto no Avançando na Prática com eles.


No livro didático deles há um capítulo – Texto narrativo: Biografia, lemos e discutimos o mesmo. Lemos a biografia de Monteiro Lobato e esquematizei alguns tópicos no quadro , tais como: nome completo, local e data de nascimento ,entre outros e pedi que eles rascunhassem sua própria biografia. Recolhi os rascunhos, corrigi-os em casa, devolvi, pedi que eles reescrevessem o texto, digitassem e colassem uma foto ou imprimissem pelo computador. Se grande parte da turma tiver o compromisso de entregar novamente a biografia pronta, pretendo encaderná-la. Já recebi algumas. A seguir um texto original de uma das biografias feitas por nossos alunos.




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Relatório
Planejamento de aulas AAA4

Realizei com os alunos da 5ª”C” a aula, a qual intitulei Planejamento de aulas AAA4. Eu havia xerocado a aula 7 do
AAA4 – a atividade “ Brincando de quebra-cabeça”, nesta constava quatro textos. Os alunos teriam que identificar qual título pertencia a qual texto, a sequência estava realmente fácil e a maioria dos alunos acertaram. Levei a turma para a sala de mídia onde passei um DVD, nele continha filmes de Charles Chaplin ( Festival Mutual ) o mais engraçado , segundo os alunos, foi The Vagabond .A idéia seria acrescentar um elemento a mais para a compreensão do texto que seria trabalhado a seguir “O Cinema “ texto original da revista Almanaque Abril, 1996.
No texto, foi citado entre outros que nos anos 10 e 20 uma das estrelas de produções dessa época, onde o gênero de filmes mais comum era a comédia baseada na mímica – a alma do cinema mudo, foi Charles Chaplin. Veja alguns comentários de nossos alunos, quando lhes foi perguntado sobre o filme que eles tinham apreciado:

“ Nós gostamos porque foi uma comédia muito engraçada e interativa. Assistimos ao filme de Charles Chaplin”.
Mariane Laís e Ericleide Silva

“ Foi bom o filme de Charles Chaplin porque eu ri tanto, ele é um filme “ sem voz”( mudo ), mas é um belo filme. A pessoa entende tudo, eu gostei do filme. Foi muito legal! Ele é um bom ator”. Lucas Felipe e Mylena Rayssa

“Charles Chaplin foi um dos maiores comediantes do mundo. Assistimos, e realmente gostamos, pois com ele, não temos como ficar triste. Com ele nós damos risadas.” Mikaella Dalliana, Luiz Augusto e Alan

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Conto atualizado Anjo do Passado


Autora: Ana Cláudia Ramalho de Lucena


Capítulo 1



Naquela manhã, Angel sentou-se em baixo do arvoredo e começou a lembrar-se de sua infância. A bela Colie não parava de correr atrás dela, que tropeçou e ao cair sentiu a cadelinha felpuda lamber-lhe o rostinho.
- Lady, Lady, venha cá, chamou Vivian.
A cadelinha obedeceu à dona. Angel sentou-se no gramado e observou uma pontinha de inveja no olhar da irmã.
- A Lady foi um presente do meu pai para mim, se você quer brincar peça um outro cachorro para você, dizendo Vivian para a Angel.
Ângela estava sentada no sombreiro do arvoredo e observava tudo que estava acontecendo.
Vivian tinha 11 anos, filha do fazendeiro mais rico da redondeza, que havia se casado pela 2ª. vez com Ângela que tinha idade de ser sua filha, Angel tinha apenas 6 anos, filha do casal. Vivian não conheceu sua mãe que morreu de parto.
Ângela notou a tristeza de sua filha e a chamou. Angel não fique triste, ela vai mudar de idéia e deixará que você brinque com a Lady, procure entendê-la meu anjo.Olhe o que tenho para você. Ângela tirou de uma cesta ao lado uma maçã verde colhida na hora, Angel adorava maçãs verdes, esqueceu tudo, deitou-se no colo da mãe e começou a saborear a fruta.
Angel ainda lembrou da manhã seguinte, quando brincava no gramado e viu um carro se aproximar da fazenda, a princípio pensou que fosse seu pai, mas percebeu também que o carro não era dele e sim de Adolfo, Angel correu pela porta dos fundos e foi até a cozinha onde se escondeu atrás de um cortinado, estavam apenas os três na fazenda.



Acima fotos feitas pelos alunos sobre seu bairro.





Relatório- Avançando na Prática ( TP4 )
O Processo da Leitura e a Produção Textual
Para se trabalhar o processo da leitura e a produção textual, muitas idéias surgem, mas é preciso um direcionamento, uma vez que o tema é muito abrangente e eu pensava como iria introduzir aquela aula.Então, em uma 1ª aula de um módulo, pedi que fizessem uma produção de texto intitulada “Meu bairro”, já que iríamos trabalhar o tema “Nossas Cidades”- a questão da poluição, daí os alunos direcionarem o seu ponto de vista ao fato de algumas áreas do seu bairro serem ou não poluídas. Os alunos tiraram fotos de suas câmeras ou celulares para ilustrar o texto, que após corrigido e reescrito serão anexadas estas fotos e posteriormente feito um mural que ficará colado nas paredes da sala de aula.
No pré-projeto que sempre faço antes de iniciar as aulas, todas as etapas são bem esclarecidas. Para se trabalhar o Processo inferencial escolhi – vê-se em anexo no pré-projeto –o texto visual “Os Quadrinhos de Quino” – o cartunista
Argentino Joaquín Salvador Lavado- muito interessante! Por ser visual, os alunos foram comentando os quadrinhos que abordavam a poluição do meio ambiente e em seguida lemos o fragmento do texto “Nossas Cidades” de Luís Lobo que tem tudo a ver com os quadrinhos, no texto fala-se sobre os males que os poluentes causam ao corpo humano.Foi ótimo!
Todos estes textos foram trabalhados intercalados às informações de um cartaz que preparei que falava sobre “O significado do texto”, “Os objetivos de leitura”, “As formas de leitura”,”O conhecimento prévio” e “As hipóteses que influenciam a pedagogia da escrita”. Após serem trabalhados os dois primeiros textos, fiz um levantamento de dados (incluso no pré-projeto) que questiona as leituras e os objetivos de leitura dos alunos, o assunto que gostam de ler, matérias e fontes que utilizam para obter informações sobre o assunto que gostam de ler, muitos marcaram a internet inclusive,pois mesmo não tendo computador em casa, mas frequentam Lan houses.
E, para se trabalhar o Conhecimento Prévio, usei o texto “Você não quer contar esta história para seus filhos, quer?”
Este texto é uma propaganda publicitária do site do Green Peace( anexo ao pré-projeto), onde os alunos conforme eu já esperava,citaram questões ambientais como o desmatamento, a agressão ao meio ambiente e lembraram também do
Clássico “Chapeuzinho Vermelho”.Foi ótimo!
Em seguida, para refletirmos sobre o processo da escrita, trabalhei os textos “Eu é que pergunto para a caneta” e “Intradução de Gabriel o Pensador e acrescentei um texto que foi trabalhado na semana do estudante em todas as salas
“A História do Lápis”. Como percebi que foi mais fácil e interessante para eles o trabalho com o visual, após lermos os textos, pedi que eles desenhassem e colorissem representando o que seria para eles a escrita, e achei lindo um desenho do aluno José Lielson, que ele desenhou sem decalcar um homem que lembrava aqueles escritores medievais, usava a pena e tudo mais, desenho este que vou escanear e colocar no meu blog, pois valeu a pena,literalmente,adorei!

Avançando na Prática,Unidades 14 e 16, págs. 69 a 90/ 159 a 173 – TP4.


















Relatório – Avançando na prática ( TP3 )
Gênero Textual: Fábula
Estudar o gênero textual “fábulas” foi muito simples e proveitoso. Estudei o conteúdo do TP3 e esquematizei todo o assunto, tudo o que iria fazer em sala de aula. Pedi para que os alunos se juntassem em duplas e mostrei-lhes um cartaz explicando o que é “ fábula “. Lemos e, em seguida ,disse que os textos 1 e 2 se tratavam de uma prosa, um texto narrativo e o 3º texto, uma poesia. Lemos a biografia de Monteiro Lobato e La Fontaine e expliquei que a biografia trata da vida do autor. Partimos para a leitura dos textos A Cigarra e as Formigas – A formiga boa e a formiga má de Monteiro Lobato e a poesia de La Fontaine A Cigarra e a Formiga e depois trabalhamos a análise da leitura, ou seja, as questões de interpretação de texto. Ao final da aula,os alunos leram para os colegas outras fábulas que levei para a sala de aula e refletimos a moral da história. São elas: O galo e a pérola, O urso e as abelhas, A raposa ambiciosa, A raposa e a cegonha e O leão e o ratinho – da Editora Construir. Pedi para que seis alunos voluntários viessem à frente dos colegas e lessem as fábulas para que pudéssemos refletir a moral da história.

Avançando na Prática TP3, Unidade 9, págs. 35 a 42.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

relatório ll

Relatório II

Planejamento de aula (AAA3)

Bom, o meu 2º trabalho, com meus alunos, do Gestar II foram as atividades pedidas: 4 dos AAAs do TP3, as quais intitulei Planejamento de aula AAA3 e subdividi este pré-projeto em 4 partes: 1- Reconhecendo gêneros textuais; 2- Descobrindo caminhos da poesia; 3- Descobrindo os tipos textuais e 4- Descobrindo a estrutura do texto.
Elaborei um pré-projeto com a fundamentação teórica que eu necessitava trabalhar nestas aulas. Lemos um cartaz que abre o pré-projeto e dividi a turma em equipes. Foram 5 grupos por sala, tanto na 5ª”C” como na 5ª”D”. Cada grupo recebeu um envelopão, o qual eu havia confeccionado com papel camurça vermelho.Os cinco envelopes continham diversos tipos de texto, em média 15 textos por envelope, já que a idéia era que os alunos identificassem os diversos modos de organização textual. A princípio, eles não conheciam todos , pois eu os havia listado e deixado um cartaz no quadro indicando gêneros e sequências tipológicas. E eles perguntavam o que é texto preditivo, injuntivo e também dissertativo , que na 5ª série eles também não sabem e eu achando que se eu respondesse seria como se eu estivesse dando as respostas, não teria fundamento. Então, pedi que eles fizessem uma lista e pelo conhecimento deles, tentassem identificar aqueles textos que em outro momento , eu lhes explicaria um a um.E fizeram, acertaram uns, erraram outros, corrigimos juntos, tiramos fotos foi ótimo! E concluímos a 1ª aula de um módulo lendo o texto “diário” de Elias José e fazendo a interpretação do mesmo. Esta interpretação não trouxe maiores dificuldades para eles, saíram-se muito bem , afinal . Em uma segunda aula, iniciei com um cartaz que tinha como conteúdo” Classificação dos gêneros textuais” e nele estava exposto o que era “gênero literário e não- literário”.Eles leram e novamente juntamos os cinco grupos. Foram distribuídos os cinco envelopes, que continham: biografia, receita, receita médica, bilhete, carta, anúncios publicitários, poemas, textos narrativos, descritivos, dissertativos argumentativo e expositivo, charge,entre outros. A diversidade foi grande mesmo e dessa vez fizeram uma outra lista, desta vez indicando se aqueles textos que estavam ali ,desde o início, enumerados, se eram literários ou não-literários, corrigimos juntos e a 2ª aula foi concluída com uma análise, desta vez, de “classificados”.Eu gostei muito,pois percebi que eles entenderam bem o texto 1 ,o chamado “classificado” ou anúncio de jornal,porém o texto 2 “Anúncio de zoornal I “ não foi bem compreendido por eles, atrapalharam-se um pouco, a grande maioria teve a percepção para dizer que se tratava de um texto que o autor nos põe no campo da fantasia ,porém quando perguntou se tinha a mesma intenção de” informar” do texto 1 e se pertencia ao gênero “classificados” disseram que sim; não citaram corretamente o autor como Sérgio Caparelli, mas sim como apenas Sérgio; não compreenderam o processo de formação de “Zoornal “, afinal este é um assunto comumente visto na 8ª série e apenas uma dupla de alunos percebeu a presença de rima e mesmo assim não identificaram que este era um elemento típico de uma poesia. Dessa forma, essa atividade, eu voltarei a trabalhar com eles posteriormente como uma correção. Na aula 3, trabalhei o gênero poético,pedi que eles abrissem o seu livro didático, lá havia o poema “Cantiga de Claridão” de Thiago de Mello,onde fizeram a análise deste poema respondendo a umas perguntas que fiz sobre estrofe,versos(versos brancos), rimas , ritmo e métrica; conteúdo antes explanado por meio de um cartaz, desta vez todos acertaram corretamente o nome do autor.Na aula 4, trabalhei os tipos textuais, as sequências tipológicas, as quais tiveram dúvidas na 1ª aula: o texto narrativo, descritivo, dissertativo(argumentativo e expositivo), o texto injuntivo ou instrucional e o texto preditivo; fiz um cartaz para cada tipo e um a mais para o narrativo e descritivo explicando os elementos estruturais do texto narrativo e a estrutura do texto descritivo. Após lermos e eu ter explicado todos os cartazes, juntamos novamente os grupos munidos dos mesmos envelopes e desta vez,tendo já o conhecimento dos tipos de textos, listaram novamente e até acertaram mais do que na primeira vez.Encerramos esta 3ª aula com as atividades 3 e 4 anexas ao pré-projeto, uma vez que a última aula consistia em descobrir a estrutura do texto e as estruturas já haviam sido vistas,tudo foi trabalhado sem maiores dificuldades.Vale salientar que os alunos tinham em mãos todas as atividades que precisaram ser xerocadas, disponibilizadas pela Escola.

Estudo do TP3 págs.15 a 35, 56 e 57,67,75, 97 a 131(Fundamentação teórica)-Aula 1 (unidade 9) pág.15,Aula 1(unidade 10)pág.37,Aula1(unidade 11)págs59,60 e 61,Aula 3 ( unidade 12) págs 84 e 85- AAA3.



Educadora: Ana Cláudia Ramalho de Lucena
Escola Ana Faustina

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O olhar

Ana Cláudia Ramalho de Lucena


O Olhar é um espelho
Que reflete a alma
Brilha como a luz
Das estrelas no céu
Quando o amor se guarda
Em nosso coração.

O olhar revela o sentimento
Que as palavras não declaram
Transparece a lágrima
Que não se deixa cair
A felicidade contida
Num sorriso acanhado.

O olhar é lança que não fere
Quando o ciúme faz sentir
A dor de um amor traído
É uma muralha que se ergue
Em nossa defesa para que
Não penetre um outro olhar inimigo.

O olhar se revela
E ao mesmo tempo
Se faz conter em segredos
No mistério sobre-humano
De ser o que somos
De amar como amamos.

O olhar é um sentido duplo
Que visa e avisa
Que o amor vai chegar
É uma dádiva de Deus
E assim podemos ver o mundo
E como um ser alado nele sobrevoar.

O olhar não impõe limites
Vai além de todas as fronteiras
De todos os horizontes
Deste universo desconhecido
Inexplorável e desejado
Que somos nós.

O olhar... esse teu olhar
Floresce como primavera
Em meu inspirado coração
E transformo em poesia
Esse teu olhar que sempre
Me conduzirá ao teu coração.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009







Relatório
Avançando na prática
O meu primeiro passo foi escolher uma atividade que estivesse compatível ao nível de compreensão do meu alunado e achei interessante trabalhar a questão da gramática internalizada e o ensino produtivo. Resumi e estudei o assunto, digitei-o como uma espécie de pré-projeto, mostrando ali no trabalho a fundamentação teórica, a metodologia e as atividades como seriam aplicadas. Minhas turmas escolhidas foram as 5ª “C” e 5ª”D” do Ana Faustina, sou a professora de Língua Portuguesa do turno da tarde e a professora das 5ª “A” e 5ª”B” da manhã estudou aquele pré- projeto e com a metodologia dela, todas as 5ª séries da manhã e tarde foram contempladas com esta atividade diferenciada.
Iniciei perguntando se eles sabiam o que era gramática e surpreendi-me, pois eles não sabiam do que se tratava. Expliquei, e entrei na questão da gramática internalizada, perguntando-lhes se uma criança de dois anos, por exemplo, já fazia uso de gramática ao falar.
A 1ª etapa ( 1ª e 2ª atividades: Leitura e compreensão ) foi lermos uma transcrição de uma conversa entre uma criança de dois anos , a avó e uma babá. Os textos e a atividade de compreensão do texto foram previamente xerocados pela escola e no ato da leitura cada aluno estava com o seu texto em mãos , seguindo-se a atividade em que eles consultaram um dicionário ( cada um com um dicionário, pegos na biblioteca da escola ) para buscar o real significado da palavra gramática. A atividade de leitura e compreensão durou um módulo inteiro ( 2 aulas e meia ) e
Foi interessante também porque havia neste material retirado do TP e adaptado também, questões sobre flexões do substantivo e do adjetivo, assunto que estávamos estudando nas aulas de Português. Então, eles perguntaram e questionaram muito e foi um momento de estudo mesmo. Perto de terminar a aula pedi que eles transcrevessem em bilhetinhos, que eles podiam trazê-los arrumadinhos de casa, uma fala de uma criança que eles conhecessem de 1 a 4 anos e não entrei mais em detalhes. Eles ficaram curiosos e eu falei que a próxima aula seria bem produtiva e diferente.
Na aula seguinte , convidei novamente a coordenadora da escola que já havia tirado fotos do primeiro momento, na aula anterior, para tirar novas fotos da 2ª etapa ( 3ª atividade – colagem dos bilhetes e reescrita dos mesmos ) que seria a produção de um mural. Em casa, em papel madeira desenhei estrelinhas e pintei-as de caneta futura vermelha, este seria o espaço em que eles colariam os seus bilhetes e tracejei embaixo para que eles pudessem fazer a reescrita dos textos de forma correta.
São crianças entre 10 e 11 anos, na hora todos querem participar, colar, escrever; as estrelinhas facilitaram e até aqueles alunos mais “ativos” na sala, já sabiam onde colar. Deixei 6 canetinhas futuras coloridas sobre o birô e eles faziam a fila pela ordem dos seus bilhetes e cada um após o outro, reescrevia o seu bilhete; claro que alguns erravam a escrita, houve até quem colocasse “bixo” em vez de “bicho”, “bôi” em vez de “boi”, mas orientei-os quanto à ortografia e havia mais linhas para que eles reescrevessem novamente a frase, desta vez, de forma correta.
Foi ótimo e eles adoraram tirar fotos fazendo aquela atividade. A 3ª etapa ( 4ª atividade: observação da ilustração e reescrita de frases ) consistia no seguinte: no material xerocado deles, que continha duas folhas, havia uma ilustração que eu havia colocado assim com uma paisagem campestre, uma escolinha, animais e transportes na estrada, duas crianças num gramado, entre outros elementos; e fiz aos alunos a seguinte pergunta, eu mesma utilizando a linguagem popular: O que é que temos nesta figura? Eles responderam primeiro na folha,na aula anterior, pois o material xerocado já havia sido todo respondido e eu, por minha vez, já o havia verificado em casa e vi que apenas uma aluna de aproximadamente 80, respondeu: “Nesta paisagem há...” e começou a citar os elementos, todos os outros usaram ou o verbo “ter” em vez de “haver” ou apenas citaram os substantivos. E fomos à prática. Munidos de uma folhinha com a ilustração, fui a princípio sorteando , depois eles mesmos passaram a vir por livre e espontânea vontade ao quadro, onde eu havia colocado um cartaz de papel madeira todo traçado e pedi que eles colocassem respostas completas:” O que temos neste cartaz?” E as respostas saíram,mais ou menos assim: “Tem uma menina comendo maçã.””Tem uma bola no gramado.” “Tem um ônibus parado na estrada”. Depois que eles foram dando as respostas, coloquei ao lado outro cartaz todo traçado , onde eles fizeram a reescrita das frases,após a minha explicação de que ao usarmos a norma culta devemos usar o verbo “haver”, ao escrever, e assim eles foram corrigindo:”Há uma menina comendo maçã”. “Há uma bola no gramado.”, enfim...E ainda pude orientá-los quanto ao uso da letra maiúscula no início de frases ou orações, foi ótimo! Todo o material está guardado e foi muito bom, muito bom mesmo!


Ana Cláudia Ramalho de Lucena
Surubim, 08 de agosto de 2009 .






Memorial

Minha História de vida com a Leitura

Das lembranças de minha infância, quando ainda não sabia ler, só tenho lembranças de que eu gostava de livros grandes, com ilustrações também grandes e coloridas, de bichinhos, pois eu já me encantava muito com as imagens e tinha um interesse especial em recortá-las, talvez fosse uma forma encantada de trazer aquele mundo especial para perto de mim.
Foram inúmeras as histórias que meus pais até hoje contam referentes a esse meu gosto, assim tão diferente, como esconder-me debaixo da cama junto com o meu irmão e recortar um velho álbum de fotografias de papel (de cartolina) que o meu pai mesmo havia confeccionado e cortei já sozinha alguns gibis, na época já eram clássicos, de meu irmão – eram do Tio Patinhas, Zé Carioca, entre outros, ele ficava furioso.Não parou por aí não. Ah! E você pode até achar que recortar não tem muito haver com a leitura, mas vai descobrir nestas linhas que minha história de vida com a leitura está intimamente ligada à produção delas. Eu já sabia ler, e tenho recordações dos meus 9 anos de idade de que ainda gostava de recortar, recortava figurinhas de revistas, não me lembro muito se assim se escrevia “Mappin Postal”, era uma revista que meu pai tinha por assinatura.
Sou natural de Surubim, mas nesta época meu pai havia sido transferido no seu emprego, tomou posse lá, no Banco do Nordeste de Alagoa Grande-PB, em 1985. Bom! Meu pai sempre me lembra desta história: as bonecas guardadas em um canto do quarto ou em cima do guarda-roupa. Meu negócio era espalhar todas as figuras no chão e o pessoal de casa só escutava os cochichos, eram as falas das personagens que eu inventava.Voltamos para Surubim em 1987, aos 11 anos, cursando a 6ª série, já tinha predileção pela disciplina de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, por razões diferentes: eu gostava de minhas professoras de Português, algumas hoje, são minhas colegas de trabalho e de Língua Inglesa...Ah! meu pai gostava muito de comprar discos - nacionais e internacionais - meu pai ainda me diz que eu aprendi Inglês cantando as músicas de Madonna e de outros cantores, pois nos discos, alguns vinham as letras de música, que eu tentava cantar e traduzir sozinha.Dá para perceber que minha adolescência foi embalada pela música, clássicos dos anos 80 e 90, que ainda hoje amo escutar.Você ainda acha que isso não tem nada a ver com minha história de leitura? Perceberá então que eu fui uma adolescente meio controversa, como são todos. Gostava de desfilar, de cantar, de dançar e de jogar handebol, mas de falar não. Eu falava muito com o coração, através dos poemas que a vida me ensinou a fazer, num momento dela em que meu pai foi novamente transferido para Agência Centro- BNB de Recife, em 1993; naquele momento a vida me separou de minhas amizades e de paixões que brotavam num coração adolescente. Foram 80 poesias escritas, a primeira intitulada “Saudades” eram enormes: a saudade e a poesia. Meu pai digitou todas e encadernou-as como um “livro” para mim.
Nunca tivemos condições financeiras de publicá-las, direitos autorais naquela época já custavam caro e eu já tinha uma infinidade de poesias. E além das poesias, escrevi um conto intitulado “Anjo do Passado”,tenho guardados, que meu pai guardou como quem guarda uma relíquia, um primeiro ensaio com ilustrações que eu mesma fazia, eu desenhava até bem e o
conto definitivo , que eu mesma datilografei e posteriormente meu pai digitou-o todinho. Ele foi e é um grande incentivador. Em 1989, foi uma fase anterior a esta da poesia, eu já fazia uns livretos, tipo histórias em quadrinhos, a estrutura não era tão boa, não. Amadureci minha escrita fazendo mesmo os meus poemas, poesias e o meu conto. Em Recife, não tinha amigos, não gostava de sair, passava minhas horas estudando, e só sabia estudar escrevendo; apenas ler não bastava. Tentei fazer um cursinho pré-vestibular e até arrumei trabalho, não durou muito, pois meu sonho se concretizava: voltamos para minha terra natal. E não teria mais que ir embora, pois logo meu pai se aposentaria. Isso foi em 1996. Prestei vestibular para FFPNM-UPE, já ia completar meus 21 anos.Passei! Advinha pra quê? Letras. Conclui, ainda fui laureada, ah! que bom! Pois é, ganhei a bolsa integral para fazer minha pós graduação em Língua e Literaturas de Língua Inglesa. Também fiz conhecida minhas poesias lá, pelo menos naqueles momentos entre um evento e outro da própria faculdade. Não foram muitos, mas o pouco que durou ficou registrado. Mostrei o meu “livro”a um professor que tive de Literatura. Ele me falou que havia ali uma busca, mas ele não sabia o quê. Eu hoje sei que era saudades de Surubim, de minha terra natal, onde fui e sou feliz. Hoje sou casada com o Sérgio e tenho dois filhos: Marcos Henrique de 6 anos e o Tiago Mateus de 4 anos. Moro vizinho aos meus pais, nós, juntos, somos um só.Hoje sou professora, concursos fiz quatro: trabalhei em João Alfredo, Casinhas – foram nas escolas de Casinhas onde trabalhei mais com projetos de leitura, até ganhei um certificado por isso, como uma educadora esforçada, comprometida com este tipo de trabalho, porém trabalhar com projetos é gratificante, mas é preciso uma equipe que planeje e cumpra, pois é com esse tipo de trabalho que eu acredito que “uma andorinha só não faz verão”- e deixei estes dois empregos para ficar onde estou atualmente, trabalhando para o Município, na Escola Oliveiros de Andrade Vasconcelos e para o Estado, na Escola Estadual Ana Faustina.
Já professora – dez anos entre estágios e como efetiva , 8 - fui homenageada uma vez num Sarau que teve no Colégio Nossa Senhora do Amparo em Surubim, este momento ocorreu em 21.08.99.Foi no Colégio do Amparo que estudei quase toda minha vida e neste dia ganhei até uma medalha como poetisa. Hoje vou vivendo a minha vida, gostando muito de escrever, como pode ver e quem gosta de escrever, gosta de ler. Só não gosto muito de falar. Por que será? Isso talvez desse um livro de poesias...


Ana Cláudia Ramalho de Lucena